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Tuesday, December 16, 2008
Wednesday, December 10, 2008
Sunday, December 7, 2008
saudade... mais um momento...
Na verdade, não temos saudades, é a saudade que nos tem, que faz de nós o seu objecto. Imersos nela, tornamo-nos outros. Todo o nosso ser ancorado no presente fica, de súbito, ausente.
(Mitologia da Saudade)
Eduardo Lourenço
Eu sabia, é como uma pertença. A saudade tem-nos, usa-nos, tortura-nos, molesta-nos a alma e quando já estamos completamente entranhados modifica-nos, independentemente do presente que vivemos acabamos sempre por sentir paixão pelo passado ou pelo ausente... posso então dizer... tenho saudades de comer um bolo com 3 camadas de chocolate derretido, molho de mirtilios, chantilly e caramelo, mas não posso comê-lo (realidade dura e cruel)... Não sou eu que quero, é a saudade. A saudade é mais um estado psicótico... associado à perda de possessão, da qual temos plena consciência que não podemos possuir, tudo o que queremos, no momento que bem entendemos. Hummm é capricho da abstinência de algo... é total ausência do corpo, é momento introspectivo... na procura constante de algo que não pode estar presente. Esta acontece quando ela bem entende e nós acabamos escravos da sua vontade até ao seu sacio...
(Mitologia da Saudade)
Eduardo Lourenço
Eu sabia, é como uma pertença. A saudade tem-nos, usa-nos, tortura-nos, molesta-nos a alma e quando já estamos completamente entranhados modifica-nos, independentemente do presente que vivemos acabamos sempre por sentir paixão pelo passado ou pelo ausente... posso então dizer... tenho saudades de comer um bolo com 3 camadas de chocolate derretido, molho de mirtilios, chantilly e caramelo, mas não posso comê-lo (realidade dura e cruel)... Não sou eu que quero, é a saudade. A saudade é mais um estado psicótico... associado à perda de possessão, da qual temos plena consciência que não podemos possuir, tudo o que queremos, no momento que bem entendemos. Hummm é capricho da abstinência de algo... é total ausência do corpo, é momento introspectivo... na procura constante de algo que não pode estar presente. Esta acontece quando ela bem entende e nós acabamos escravos da sua vontade até ao seu sacio...
Wednesday, January 23, 2008
...Requiem to... Brad Renfro 15 Jan 2008 / Heath Ledger 22,23 Jan 2008


Com grande pena minha me despeço de dois ícones da minha adolescência... um pelo enorme talento desperdiçado, o outro porque me dei conta que vi quase toda a sua filmografia e imagino como teria sido uma carreira brilhante ou mais longa, pois apesar de pequena era bastante iluminada.
E por falar de carreiras brilhantes, lembro-me de ver a minha progenitora falar tristemente da morte de Marlon Brando, deixara-a abalada. Sinceramente entendo (e ao longo destes tempos recordo-me de vários ícones ) como é difícil, choco-me pelas mais diversas causas das suas mortes, mas agora sinto como é transtornante perder os heróis do nosso imaginário cinematográfico, as guitarras que deixaram de solar, as vozes que se apagaram no silêncio, as mãos que deixaram de criar...
E um dia também irei dizer No meu tempo... Aquele era do meu tempo...
Porque ela tinha razão, dói perder partes que constituem o nosso leque de interesses culturais e mais ainda, quando somos dependentes da cultura, quase de forma hedonista, sabemos que ali a "criação" terminou.
É assim tudo morre... nada fica para a semente...
Felizmente sobram os filmes, as músicas, os discos, os livros, etc... porque no fundo é isso que são para nós...
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